Em um cenário em que as obras públicas estão cada vez mais escrutinadas – por órgãos de controle, imprensa e sociedade – dominar orçamento deixou de ser um diferencial e passou a ser condição de sobrevivência técnica e institucional. Mais do que “fechar planilhas”, o orçamentista de obras públicas hoje precisa construir justificativas robustas, navegar entre normas e jurisprudência, e antecipar riscos que podem se transformar em glosas, paralisações, responsabilizações e perda de valor público. Este curso nasce exatamente para isso: elevar o orçamento ao patamar de instrumento estratégico de gestão e integridade.
A proposta é avançada e prática: conectar o que a legislação (Leis 14.133/2021 e 13.303/2016) exige com o que acontece no mundo real das licitações e contratos – onde um detalhe de quantitativo, um transporte mal estimado, um BDI mal fundamentado ou um preço “de mercado” mal definido pode comprometer todo o empreendimento. Ao longo do curso, você vai consolidar critérios, identificar armadilhas recorrentes e aprender a estruturar decisões técnicas defensáveis, com clareza metodológica e consistência documental.
O eixo central do treinamento enfrenta de frente o que mais gera dor de cabeça: sobrepreço, superfaturamento e suas causas típicas (quantitativo, qualidade, jogo de planilhas, cronograma, reajustes, recebimentos antecipados). Você vai entender os métodos de apuração e, principalmente, como prevenir as distorções antes que elas virem achado de auditoria. O foco não é “memorizar conceitos”, e sim formar repertório para detectar padrões, fazer perguntas certas e montar um orçamento que resista ao contraditório.
E há um componente que reposiciona completamente o tema: A REFORMA TRIBUTÁRIA e a necessidade de repensar o BDI. O curso conduz uma leitura aplicada do problema – do BDI atual e suas limitações até os desafios de mensurar tributos em um contexto de IVA (IBS/CBS), não cumulatividade, créditos ao longo da cadeia e impactos diferentes em materiais, mão de obra e equipamentos. A intenção é preparar o cursando para construir análises mais realistas e sustentáveis, evitando tanto a superestimativa quanto o risco de inexequibilidade e reequilíbrios futuros.
Outra virada de chave é o uso responsável de IA no orçamento de obras públicas. Em vez de “modismo”, você vai aprender como a IA pode acelerar rotinas (pesquisa de preços, tratamento de bases, adaptação de composições, estimativas de mobilização, canteiro e administração local) sem abrir mão da governança, rastreabilidade e responsabilidade técnica. O curso traz uma abordagem objetiva sobre prompts, riscos, controles e boas práticas — para usar IA como alavanca de produtividade e qualidade, e não como fonte de vulnerabilidade.
Por fim, o treinamento fecha com um tema que está no centro das grandes contratações: orçamento em contratações integradas e orçamento paramétrico. Você vai trabalhar os elementos mínimos de anteprojeto, o papel das condições de meio e de fim, matriz de riscos, contingências e limites dos parâmetros – inclusive com discussões sobre como construir bases históricas e como a IA pode apoiar (sem “inventar”) referências paramétricas. Tudo isso conduzido por Rafael Jardim, auditor do TCU há 20 anos, com uma visão rara: técnica, jurídica e pragmática, voltada para quem precisa acertar na prática e justificar com segurança.
OBRAS PÚBLICAS | REFORMA TRIBUTÁRIA
O NOVO BDI APÓS A REFORMA TRIBUTÁRIA
Curso avançado de orçamento de obras: incluindo novo BDI após a reforma tributária, uso da IA e orçamento de contratações integradas
ESPECIALISTA
RAFAEL JARDIM
DATA:
23 E 24 DE ABRIL DE 2026
LOCAL:
BELÉM/PA
CARGA-HORÁRIA:
16 Horas

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