Pessoas que estão inseridas no Programa de Gestão e Desempenho (PGD) apresentam percepção mais positiva em relação a liderança, feedback e alinhamento estratégico das atividades, de acordo com a edição mais recente da Pesquisa Vozes
O Programa de Gestão e Desempenho (PGD) foi tema de debate no dia 17 de junho, durante o Encontro Nacional de Gestão de Pessoas do SIPEC 2026. O painel “PGD: o que aprendemos e o que vem pela frente” reuniu representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para discutir os avanços do programa e os desafios para consolidar uma cultura de gestão orientada a resultados no serviço público.
Mediado por Cláudia Martinelli, diretora de Inovação Governamental da Secretaria de Gestão e Inovação do MGI, o debate contou com a participação da secretária de Serviços Compartilhados do MGI, Isabela Gebrim; do secretário de gestão e inovação do MGI, Roberto Pojo; e da superintendente de Gestão de Pessoas da ANAC, Mariana Dalcanale.
Na abertura, Martinelli destacou que a pandemia de Covid-19 acelerou uma transformação já em curso na administração pública. Segundo ela, o PGD deixou de ser associado apenas à flexibilização do trabalho para se consolidar como instrumento voltado à entrega de valor, à gestão por resultados e ao fortalecimento da confiança entre equipes e lideranças.
Ao apresentar a experiência do MGI, Gebrim ressaltou a importância de aproximar as áreas de gestão de pessoas e gestão estratégica. Segundo a secretária, a implementação dos planos de entrega exigiu mudanças culturais, capacitação das lideranças e maior integração entre as equipes.
Uma pesquisa interna do MGI apontou avanços nesse processo: o percentual de lideranças que afirmam alinhar as entregas aos objetivos estratégicos passou de 50% para 81% após a implementação do programa. Para Gebrim, o fortalecimento da cultura de feedback e o apoio às lideranças seguem entre os principais desafios para o aprimoramento do modelo.
Na ANAC, a experiência também evidenciou os impactos da gestão orientada por entregas. Dalcanale destacou que o PGD deve ser compreendido como uma ferramenta de melhoria da gestão pública, contribuindo para fortalecer o planejamento, o acompanhamento de resultados e a responsabilização pelas entregas. A superintendente ressaltou ainda a necessidade de preparar gestores para exercer efetivamente a gestão de pessoas e apoiar o desenvolvimento dos servidores.
Encerrando o painel, o secretário Pojo afirmou que o programa tem potencial para impulsionar mudanças estruturais na forma como o Estado organiza e acompanha o trabalho realizado no serviço público. Segundo ele, o PGD ajudou a revelar desafios históricos relacionados de gestão estratégica e de pessoas, justificando a necessidade de fortalecer ambas as agendas de forma integrada.
Pojo divulgou, ainda, resultados preliminares da segunda edição da Pesquisa Vozes, que contou com mais de 53 mil respondentes. Os dados indicam que participantes do PGD apresentam percepção mais positiva em temas como liderança, feedback e alinhamento estratégico das atividades.
Ao longo do debate, os painelistas demonstraram que o futuro do programa requer o desenvolvimento das lideranças, o aprimoramento da gestão estratégica e o uso crescente de evidências para orientar decisões. Perto de completar o segundo ano de implementação do novo modelo, o PGD já é reconhecido como instrumento para impulsionar a cultura de resultados, contribuindo com a modernização da gestão pública federal.
Fonte: Portal do Servidor









