Ministro da Infraestrutura destaca no Enop os investimentos no setor

Em palestra realizada na tarde desta quinta-feira, durante o VIII Enop, sob o tema “Obras Públicas, Concessões e PPP’s: vantagens e desafios para a implantação da infraestrutura” o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, traçou um panorama do cenário atual de recuperação econômica, graças à vacinação e ao aumento da mobilidade, e destacou os investimentos que vêm sendo realizados no país no setor até o final de 2022.

Segundo o ministro, o governo federal deverá atingir R$ 250 bilhões de investimentos contratados em logística com a iniciativa privada, valor substancialmente superior ao orçamento público, que gira em torno de R$ 6,5 a R$ 7,0 bilhões ao ano. Incluindo as oportunidades em saneamento, Geração e Transmissão de Energia, Óleo e Gás, os investimentos devem alcançar R$ 1 trilhão nos diversos segmentos de Infraestrutura.

“São investimentos que vão se materializar nos próximos anos transformando o país em um grande canteiro de obras, culminando na redução de gargalos logísticos, ganhos de eficiência, geração de empregos e desenvolvimento econômico”, afirma o ministro.

De acordo com Freitas, o Brasil possui enorme potencial para atrair vultosos investimentos  da iniciativa privada, com parcerias bem-sucedidas, mas que “as obras públicas não deixarão de existir, elas são necessárias, até porque muitas delas não são interessantes para a iniciativa privada”.

Além das inúmeras obras em rodovias, portos e em saneamento, o ministro destacou os investimentos no modo ferroviário, que, segundo ele, proporcionarão uma verdadeira “revolução ferroviária” no país. Em sua apresentação, Tarcísio Freitas citou também alguns desafios do setor, como a elaboração do orçamento, o licenciamento ambiental, e o alto índice de fechamento de empresas da construção. “Muitas empresas não estavam preparadas para a alta no preço dos insumos, além da falta de capital de giro. O resultado é que muitas ficam no meio do caminho e não conseguem terminar a obra”, explica.

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